{"id":4850,"date":"2021-09-21T17:20:09","date_gmt":"2021-09-21T20:20:09","guid":{"rendered":"https:\/\/portal.unisepe.com.br\/univr\/?page_id=4850"},"modified":"2021-09-21T19:33:24","modified_gmt":"2021-09-21T22:33:24","slug":"e0001","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portal.unisepe.com.br\/univr\/bosque-registro\/e0001\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria Torazo Okamoto"},"content":{"rendered":"<div class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portal.unisepe.com.br\/univr\/wp-content\/uploads\/sites\/10004\/2021\/09\/torazo-okamoto-e-hisae.png\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"636\" class=\"alignnone size-full wp-image-4883\" srcset=\"https:\/\/portal.unisepe.com.br\/univr\/wp-content\/uploads\/sites\/10004\/2021\/09\/torazo-okamoto-e-hisae.png 709w, https:\/\/portal.unisepe.com.br\/univr\/wp-content\/uploads\/sites\/10004\/2021\/09\/torazo-okamoto-e-hisae-300x269.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px\" \/><\/div>\n<div class=\"container\">\n<p style=\"text-align: justify\">Torazo Okamoto\u00a0era\u00a0t\u00e9cnico de ch\u00e1 no Jap\u00e3o.\u00a0Chegando \u00e0 nossa regi\u00e3o, assim como muitas outras fam\u00edlias de japoneses, pretendeu iniciar seu crescimento com a agricultura. Mas, apesar de ser t\u00e9cnico de ch\u00e1, n\u00e3o poderia imaginar que estas terras eram f\u00e9rteis para o cultivo do ch\u00e1 preto, optando por cultivar outras culturas que na \u00e9poca eram os principais produtores da col\u00f4nia, como: o arroz, a cana-de-a\u00e7\u00facar, a mandioca e o caf\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de dois anos sem \u00eaxito na atividade agr\u00edcola, Torazo ficou sabendo da exist\u00eancia de mudas de ch\u00e1 em S\u00e3o Paulo, que haviam sido trazidas por Dom Jo\u00e3o VI para ornamentar os jardins do pal\u00e1cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele trouxe essas mudas para\u00a0<a href=\"http:\/\/www.registro-sp.com\/\">Registro-SP<\/a>, mas n\u00e3o obteve o resultado desejado, pois eram de esp\u00e9cie chinesa, mais adequada para o ch\u00e1 verde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi ent\u00e3o que em 1935, Torazo voltou ao Jap\u00e3o para buscar novas m\u00e1quinas, conseguindo 100 sementes da esp\u00e9cie Ass\u00e2mica, da regi\u00e3o do Sri Lanka, tanto adequadas para o ch\u00e1 verde quanto para o ch\u00e1 preto. O curioso dessa hist\u00f3ria \u00e9 que para trazer essas sementes, nosso protagonista as escondeu dentro do miolo de p\u00e3o, para \u201cdriblar\u201d a fiscaliza\u00e7\u00e3o do navio. Levou, inclusive, um pouco de terra e a semea\u00e7\u00e3o iniciou durante a longa viagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>A HIST\u00d3RIA DA FAM\u00cdLIA OKAMOTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A imigra\u00e7\u00e3o no Brasil se iniciou em 1908. E a coloniza\u00e7\u00e3o japonesa se iniciou aqui na nossa regi\u00e3o em 1913. E Torazo Okamoto veio em 1919. Ele era t\u00e9cnico de ch\u00e1 no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele n\u00e3o veio pra trabalhar com ch\u00e1. Porque ele nunca imaginou que do outro lado do mundo ele pudesse trabalhar com ch\u00e1. Ele trabalhou na agricultura como todos os imigrantes daquela \u00e9poca. Come\u00e7ou produzindo arroz, cana de a\u00e7\u00facar como todos os imigrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de dois anos sem sucesso, e essa regi\u00e3o n\u00e3o tem nada a ver com aquela \u00e9poca que era sem recursos, mata virgem e ent\u00e3o Ele ficou sabendo que existiam algumas plantas parecidas com o ch\u00e1 foram trazidas por esses colonos portugueses e essas plantas estavam no Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro e no Viaduto do Ch\u00e1 em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E ele trouxe algumas sementes dessas que existiam no Brasil e come\u00e7ou a plantar nessa regi\u00e3o. Em 1925 ele produziu alguns quilos de ch\u00e1 verde de forma artesanal no processo manual. Em 1928 ele come\u00e7ou a produzir tamb\u00e9m pelo processo manual alguns quilos de ch\u00e1 preto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como ele n\u00e3o estava conseguindo uma qualidade desejada. Em busca da melhor qualidade ele retornou ao Jap\u00e3o em 1935 onde adquiriu algumas m\u00e1quinas bem r\u00fasticas, m\u00e1quinas de madeira ainda de industrializa\u00e7\u00e3o do ch\u00e1. E no retorno da viagem de navio tinha uma parada no Sri-Lanka, que \u00e9 um pa\u00eds no sul da \u00cdndia onde conseguiu 100 sementes da esp\u00e9cie Ass\u00e2mica, colocou no miolo de um p\u00e3o, onde mostrou para um carregador de malas. Dentro do navio ele as semeou e germinaram 60 que existem at\u00e9 hoje e originaram todos os chazais do Vale do Ribeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.ovaledoribeira.com.br\/2020\/09\/a-historia-da-plantacao-de-cha-no-vale-do-ribeira.html\">https:\/\/www.ovaledoribeira.com.br\/2020\/09\/a-historia-da-plantacao-de-cha-no-vale-do-ribeira.html<\/a> &lt;Acesso em\u00a0 27\/08\/2021 as 16:31&gt;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Torazo Okamoto\u00a0era\u00a0t\u00e9cnico de ch\u00e1 no Jap\u00e3o.\u00a0Chegando \u00e0 nossa regi\u00e3o, assim como muitas outras fam\u00edlias de japoneses, pretendeu iniciar seu crescimento com a agricultura. 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